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Transferência e difusão de políticas: a modelagem internacional da política social para redução à pobreza no Brasil (puc-pr)

Este projeto de pesquisa tem o objetivo de analisar o processo de tomada de decisão no âmbito das políticas públicas para redução da pobreza no Brasil em relação às prescrições e indicações sobre o tema divulgadas por organizações internacionais. Serão consideradas políticas dos governos Cardoso, Lula e Dilma e organizações como OIT, FMI, Banco Mundial. A base teórica é a discussão sobre Theories of Policy Diffusion e Theories of Policy Transfer que observam a similaridades de políticas públicas que se espalham por países, mesmo entre aqueles que têm diversidades econômicas e culturais. Isto pode ser explicado pela formação de um padrão cultural e institucional de blocos de países e, também, pelo incentivo de organizações internacionais. A difusão e transferência comumente ocorrem seja por uma “imposição vertical” de instituições internacionais, seja devido ao “contágio horizontal” entre países ou ao aprendizado de governantes e especialistas a serviço do Estado. A pesquisa parte da discussão teórica sobre as políticas de redução da pobreza no Brasil e sua possível articulação com as concepções e modelos presentes na comunidade internacional. A questão é saber em que medida esta afirmação se sustenta e o modo da eventual difusão e ou transferência. A hipótese é que no governo Cardoso e primeiro governo Lula haveria maior grau de incorporação e contágio de prescrições internacionais, ou seja, uma modelagem positiva (isomorfismo), em comparação com o segundo governo Lula e Dilma nos quais haveria duas direções. Primeiro, permaneceria a modelagem positiva, pois, por um lado, as premissas internacionais sobre focalização são atualizadas na formulação das políticas nacionais. Isto é, tais governos têm atribuído maior importância às políticas que priorizam pessoas de baixa renda acarretando certa fragilização de políticas universais, ao invés de se pautarem pelo fortalecimento da articulação entre priorização e universalidade e, por outro lado, seria possível constar a difusão ou transferência de algumas políticas sociais brasileiras (particularmente de transferência monetária) consideradas modelo pela comunidade internacional. Por outro lado, nos governos Lula e Dilma haveria, também, modelagem negativa (isto é, políticas que tendo como referência as noções difundidas são formatadas de modo oposto), identificada na articulação entre políticas de crescimento econômico e o aumento ou a manutenção dos valores dos gastos públicos sociais no Brasil do período, contrariando recomendações das instituições financeiras internacionais que prescreveram austeridade com redução da política pública social. A pesquisa é documental. Os documentos estatais e de organizações internacionais serão selecionados de acordo com as indicações da literatura sobre o tema. Os dados coletados nos documentos serão categorizados e submetidos à análise por frequência estatística e por meio da mobilização da discussão teórica empreendida, o que permitirá a sua interpretação.

coordinator: Samira Kauchakje (puc-pr)

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Elites estatais e industrialização na América Latina (ufpr)

Este projeto tem três etapas: a) leitura de textos teóricos e metodológicos sobre análise histórico-comparativa a fim de identificar as vantagens e os limites deuma pesquisa com N pequeno, ancorada em estudos históricos aprofundados e comparativos; b) recenseamento da literatura sobre industrialização na América Latina (ínicialmente, apenas Argentina e Brasil) a fim de detectar as variáveis mobilizadas pela literatura para explicar a industrialização nesses países; c) identificar os fatores políticos – notadamente, a elite estatal – importantes para a industrlaização nesses países. A hipótese aqui é que há um importante elemento volitivo no processo de industrialização na América Latina, que se explica especialmente pela presença de elites estatais portadoras de uma ideologia industrializante.

coordenador: Renato Monseff Perissinotto (ufpr)

projeto de pesquisa

produção intelectual

 

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Conhecimento técnico, carreira e política: a Escola de Engenharia de Porto Alegre e a formação de uma elite estatal no sul do Brasil, 1896-1945 (pucrs)

A pesquisa tem por objetivo a realização de uma prosopografia ou biografia coletiva dos docentes e dos egressos da Escola de Engenharia de Porto Alegre (Rio Grande do Sul) que alçaram carreiras em nível federal a partir de meados dos anos 1920 até 1945 A Escola de Engenharia de Porto Alegre foi fundada em agosto de 1896, por iniciativa de um grupo de engenheiros atuantes na capital, militares ou egressos da Escola Militar e da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, adeptos ou simpatizantes da doutrina positivista. Espaço de formação responsável pelo treinamento de muitos membros da administração do Estado do Rio Grande do Sul no início do século XX, a Escola funcionou como locus de constituição de uma elite técnica estatal, primeiro fornecendo quadros técnicos à Secretaria de Obras Públicas e a outras agências públicas regionais, depois às agências federais criadas na esteira da Revolução de 1930 e, sobretudo, a partir de 1937.

coordenador: Flávio Heinz (pucrs)

projeto de pesquisa

produção intelectual

HEINZ, Flavio M. Positivistas e republicanos: os professores da Escola de Engenharia de Porto Alegre entre a atividade política e a administração pública (1896-1930). Revista Brasileira de História, vol.29, no.58, p.263-289, Dez 2009.  (download)  Access at: observatory-elites.org

 

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Page last updated on August, 25  2013