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objetivos

O objetivo do observatório de elites políticas e sociais do brasil é reunir e associar, num mesmo espaço virtual, pesquisas e pesquisadores, nacionais e estrangeiros, que tratem do tema a partir de diferentes perspectivas – histórica, sociológica, antropológica, teórico-metodológica – e que privilegiem diferentes dimensões na análise de elites: institucional, comportamental e cultural.

observatório pretende contribuir para o avanço dessa área de estudos no país, aproximando cientistas sociais (em sentido amplo), facilitando a troca de informações, viabilizando, através do compartilhamento de bancos de dados, pesquisas integradas e a formação de um campo comum – e plural – de investigações sobre as diversas questões ligadas às classes dirigentes brasileiras: seus atributos sociais e profissionais, seus padrões de recrutamento, seu comportamento efetivo, suas ideologias e valores e suas conexões tanto com a estrutura social, quanto com o funcionamento das instituições políticas. Esse deve ser também um espaço para promover e abrigar debates sobre o rendimento analítico dos métodos de pesquisa comumente empregados nas sondagens, sobre o problema do acesso às fontes, sobre a qualidade dos dados coletados, sobre a forma de categorização das variáveis, etc.

Esse esforço para tornar o observatório de elites políticas e sociais do brasil um ponto de referência no tema e garantir a integração e divulgação dos bancos de dados visa também, através do intercâmbio entre investigadores nacionais e estrangeiros, produzir pesquisas comparativas, seja entre as unidades subnacionais do Brasil, seja do Brasil com outros países.

Preencha um formulário descritivo detalhado (clique aqui) e envie seu trabalho ou banco de dados para nosso acervo: oelites@gmail.com

O observatório de elites políticas e sociais do brasil também publica notas de pesquisa originais em sua newsletter (clique aqui)

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rede acadêmica

O observatório de elites é resultado da acumulação, nos últimos anos, de esforços de vários pesquisadores e do empenho de parte da comunidade acadêmica de Ciência Política brasileira para inscrever o tema de novo na agenda de pesquisas da disciplina. Esse trabalho se desenvolveu e ganhou impulso efetivo a partir da criação do Grupo de Trabalho “Elites e instituições políticas” e da sua continuação no GT “Grupos dirigentes e estruturas de poder” na ANPOCS – Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais. Ele se beneficiou também dos encontros entre especialistas nas reuniões periódicas da ABCP – Associação Brasileira de Ciência Política – e da ALACIP – Associação Latinoamericana de Ciência Política.

 

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elites e democracia

A maioria das teorias empíricas da política entende por “democracia” apenas um método de seleção dos governantes. Elas destacam os processos de escolha de candidatos por meio de eleições e a conformação dos arranjos institucionais que autorizam e estruturam essas escolhas. Eleições são, nesse sistema, praticamente as únicas formas de controle e punição dos dirigentes políticos e a igualdade entre os cidadãos se resume ao sufrágio universal: a cada pessoa, independentemente da sua condição social, um voto.

Dadas essas premissas, uma democracia institucionalizada é um regime político que prevê um máximo de participação, através do voto eleitoral, e um máximo de oposição. Regimes democráticos são regimes amplamente abertos à contestação pública dos governantes, regulada pela legislação.

Dahl fixou uma lista de garantias institucionais que permitiriam, com base nessas ideias, medir se uma sociedade seria ou não politicamente democrática. Essa lista contém apenas oito itens para avaliar uma poliarquia institucionalizada: liberdade de organização e associação, liberdade de expressão, direito de votar, direito de ser votado, competição pelos cargos públicos através do voto, existência de fontes alternativas de informação, eleições livres e isentas e instituições governamentais que realmente convertam preferências dos cidadãos em decisões através de governos legitimamente eleitos.

Se avaliássemos o sistema político brasileiro hoje conforme esses parâmetros, diríamos (com alguma polêmica) que ele atende suficientemente a maioria deles.

O que seria preciso testar melhor, além da questão da difusão da informação e de suas fontes, é a quinta proposição, em especial as condições sociais da competição pelo voto.  Ela permitiria estipular, por exemplo, o grau de inclusão dos diferentes grupos/classes sociais na elite política.

Essa é uma dimensão essencial da democracia que não tem, obviamente, a ver com os critérios formais de elegibilidade (definição legal de quem pode ser eleito e para qual lugar), mas sim com o problema de quem pode e de quem não pode chegar ao poder: suas interdições informais, os mecanismos sociais de exclusão, as barreiras econômicas, etc. Estudos sobre a homogeneidade ou a heterogeneidade socioprofissional do grupo de elite se tornam assim essenciais para discutir, por exemplo, o próprio sistema político, já que dizem respeito à estrutura de oportunidades socialmente sancionada para participar da política.

Nesse sentido é que pesquisas sobre elites – em especial estudos sobre as origens sociais das elites políticas e seus processos de transformação ao longo do tempo – adquirem importância para caracterizar o grau de democratização do sistema político. Isso pode ser medido sem que necessariamente se faça referência, como é usual, apenas a mecanismos mais participativos em processos decisórios governamentais. Essa é uma dimensão essencial da qualidade da democracia.

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Page last updated on 25 June 2012